Lugar de mulher é onde ela quiser!

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O DESAFIO  DE VENCER AS BARREIRAS IMPOSTAS   PELA SOCIEDADE - Parte I - (OS PAIS)



"E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música."

(Friedrich Nietzsche)



OS PAIS


No decorrer da história, a função feminina, com exceção das sociedades matriarcais, se resumia a reproduzir e cuidar da casa, exercendo a mulher um papel de coadjuvante na família e na sociedade. Ao longo dos anos foram inúmeros os desafios para romper uma cultura em que a mulher vivia exclusivamente para desenvolver atividades domésticas, cuidar dos filhos e servir ao marido.


Das frases herdadas por essa cultura as que eu mais me recordo são: “lugar de mulher é na cozinha” e “Amélia é que era mulher de verdade”.

Tenho uma prima (dessas que chamar de prima reduz à decima potência a importância que têm em nossa vida) cujos sonhos sempre foram permeados por fogões, receitas e panelas.

De todos os lugares da casa, a cozinha era onde eu menos me ajustava, fogões e panelas nunca apareceram nem nos meus pesadelos e a Amélia...(prefiro nem comentar).

Presenciamos, atualmente, um novo posicionamento da mulher dentro da sociedade, onde desempenha um papel mais presente, ativo e competitivo, no entanto, muitas mulheres passaram a acreditar que para serem fortes, bem sucedidas e respeitadas devem agir dentro do padrão masculino vigente, ou seja, serem como os homens, demonstrando o quanto os valores da sociedade patriarcal estão ainda arraigados à consciência das próprias mulheres.


Partindo do pressuposto subliminar de que ‘ser homem é ser melhor, manifestado por muitas mulheres diante da sociedade, vem – me a memória a história de Joana D’Arc https://pt.wikipedia.org/wiki/Joana_d'Arc, a ruiva francesa que no século XV se tornou, aos 19 anos, chefe militar da Guerra dos cem anos e a lenda de Mulan https://pt.wikipedia.org/wiki/Mulan, cuja história originou o filme de animação feito pela Disney, no qual a heroína substitui o pai na guerra da China antiga e se apaixona pelo capitão da tropa. Ambas vestiam-se como homens não por os considerarem superiores, mas para driblarem as barreiras impostas pela sociedade de suas épocas.


Vivenciamos hoje um momento em que os antigos padrões estabelecidos do papel feminino não estão mais funcionando, contudo os novos modelos ainda não estão completamente definidos, existe ainda impasse quanto à igualdade de gêneros e a igualdade de direitos e indecisão quanto ao objetivo de conquistar essa igualdade ou atingir a superioridade, porém não se pode negar que a sociedade atual encontra-se em um momento de transição, o que configura uma excelente oportunidade para que possa se redesenhar as novas bases de atuação da mulher na sociedade e no mundo.


As múltiplas atuações femininas dentro do novo contexto social me fizeram compreender que não há uma forma exata de ser mulher e sim uma forma que melhor convém a cada mulher ser, logo, a diversidade de ‘inclinações’ (como as existentes entre mim e minha prima) não nos faz mais ou menos mulher, umas em relação às outras e observando as experiências por nós vividas e as das mulheres acima citadas, entendi que: seja na cozinha, na universidade, na guerra, ao lado de um homem... O lugar da Mulher é onde ela quiser! É onde ela esteja disposta a melhor se posicionar para atuar dentro do novo contexto social.


Examinando a necessidade de romper os desafios impostos pela sociedade, e considerando esta mesma sociedade um reflexo da educação familiar, é justificável acreditar que esta luta deva começar dentro dos lares. Se hoje a mulher tem autonomia para, em conjunto com o homem, decidir e atuar na criação dos próprios filhos, porque não antecipar-se ao problema introduzindo, desde a infância, a educação e os valores sociais pelos quais se luta?


As mulheres merecem respeito, principio básico que deveria ser ensinado aos filhos para que não houvesse necessidade de serem criados vagões especiais para ‘protegê-las’ do assédio de homens que deveriam ter aprendido, dentro de casa, como se comportarem.

Às meninas deveria ser ensinado, dentro do lar, a importância do amor próprio, da autovalorização, da reverência ao próprio corpo e da compreensão da magnitude de ser mulher. O respeito masculino, o empoderamento feminino e a educação em geral devem, literalmente, ‘vir do berço’, vir dos Pais (ou de quem esteja por qualquer razão ou circunstância cumprindo o papel destes).


Diferenças existem e devem ser respeitadas, porém, lutamos contra o preconceito enquanto permanecemos rotulando brinquedos “de menino” e “de menina”, combatemos o machismo, enquanto ensinamos que homem não chora, e mulher não joga bola, exigimos igualdade de direitos enquanto incentivamos que as tarefas domésticas sejam majoritariamente femininas e reclamamos do desrespeito enquanto propagamos ‘orgulhosamente’ frases do tipo: “prenda suas cabras que meu bode está solto”. Atitudes que demonstram que, o preconceito, a dominação e a desigualdade, grandes desafios sociais contra os quais temos lutado, são assimilados dentro do contexto familiar.


Lutar por nosso lugar como mulher na sociedade, subentende-se, dentro do atual contexto social, não prescindir do lugar que nos compete como mães e educadoras dentro de nossos lares.


#Pais #Mulher #Filhos #Feminino #Masculino #Sociedade #Desafios

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