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O DESAFIO  DE VENCER AS BARREIRAS IMPOSTAS   PELA SOCIEDADE - Parte II - (OS FILHOS)

December 20, 2016

Por: Faby Gino

 

 

"E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música." 

                                                                               (Friedrich Nietzsche)

 

 

OS FILHOS

 

Como discutido no post anterior: Lutar por nosso lugar como mulher na sociedade, subentende-se, dentro do atual contexto social, não prescindir do lugar que nos compete como mães e educadoras dentro de nossos lares.

 

 

A luta pela igualdade de direitos começa dentro do lar. Para abolirmos as diferenças de direitos  entre homens e mulheres na sociedade é imprescindível  aboli-las primeiro dentro da familia. Assim sendo é necessário entendermos que as competências, os atributos e os comportamentos decorrentes dos meninos e das meninas não são originalmente configurados conforme cada sexo, mais que meras características biológicas,as preferências são construções sociais e históricas. 

 

O menino que passa pela infância aprendendo que só menina brinca de boneca ou de casinha tende a se tornar um adulto que acredita que a responsabilidade de criar uma criança ou de varrer a casa e cozinhar são tarefas estritamente femininas. E a menina que passa pela infância incentivada a somente pular corda e brincar de roda pode vir a se tornar um adulto que acredita não ser capaz de desenvolver atividades complexas.

 

O comportamento da sociedade e o nosso próprio comportamento diante dos gêneros traz-me à memoria a pista de 'hot wheels' que comprei para minhas filhas.  Na loja o vendedor me questionou, ao saber que os presentes eram para meninas, porque eu daria carrinhos e não bonecas para elas, perguntei qual era o problema e ele me respondeu: Desculpe é que isso não é comum.

 

As atividades desenvolvidas na infância são de grande contribuição no desenvolvimento de habilidades importantes para a vida da criança e que serão transmitidas para a vida adulta.

 

A ideia de ser melhor motorista é atribuída ao homem, não por questões genéticas, mas por questões comportamentais. Aos meninos são permitidas vivências mais amplas enquanto as meninas são estimuladas a se divertirem em “brincadeiras de menina”. Perpetuar essa diferença é limitar a aquisição de habilidades e incentivar preconceitos futuros.

 

Em uma conversa a que tive outro dia com uma amiga, Pâmela, referindo-me à aventura das minhas filhas brincando nos carros elétricos da Praça Floriano Peixoto, 'soltei' a frase: Lelê dirige igual à mamãe, coitada, já Dudu, dirige igual homem. (Vou poupá-los da indignação da minha amiga).

 

Fica claro, à vista de tudo isso, que nossos desafios não se limitam apenas a vencermos a sociedade e seus valores impostos, mas também, e sobretudo,  a vencermos a nós mesmos e aos atavismos que carregamos e perpetuamos através das gerações.

 

A sociedade ‘constrói’ pessoas que simplesmente aceitam sua condição social sem questionar, assim sendo, o maior desafio a ser vencido pela MULHER é a falta de senso crítico diante do que a sociedade expõe e impõe como correto ou como melhor e a imobilidade diante do seu direito, dever e poder de transformar essa realidade.

 

Na construção Civil, conheci mulheres que ‘fizeram a própria música e inovaram a velha dança, mulheres que eram contratadas para assentar e rejuntar cerâmicas, por serem mais detalhistas e caprichosas na execução destes serviços. Trabalhos que a sociedade considera “de homens”, cuja boa execução depende de características comumente atribuídas às mulheres. E o faziam vestidas com uniformes da construção, porém sem abrirem mão dos brincos, do batom e principalmente do perfume... Lembrei-me da Amélia a tal “mulher de verdade”.

 

O próprio contexto histórico atual convoca a mulher a parar de ‘dançar conforme a música’, a enfrentar a si mesma, a quebrar os conceitos e os pré-conceitos impostos pela sociedade, a resgatar a força que lhe é peculiar e a partir deste resgate e reconhecimento dessa força, de seu amor próprio, de suas qualidades, de seus aspectos criativos e da personalidade, de seus desejos, de seus potenciais e da sua responsabilidade diante da vida, renovar sua dança sem se importar em ser considerada louca por uma sociedade que a condena por mera incapacidade de ouvir as músicas cuja autoria não mais lhe pertence.

 

Que possamos fazer as escolhas que nos convém, tendo em mente que, uma vez que não há um modo pré-concebido de ser mulher, cada uma de nós, deve se inventar e se reinventar , segundo a própria história, a própria realidade, o momento de vida atual e os próprios sonhos. E que essa construção e reconstrução sejam repensadas a cada mudança, a cada avanço ou aparente retrocesso em nossas vidas.

 

                                                                                                                                                          Fabiana Gino!

 

Tags:Mãe, Mulher, Criança, Feliz

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