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O DESAFIO DE CRIAR OS FILHOS “SOZINHA”.


Como combinado, discutiremos hoje o DESAFIO DE CRIAR OS FILHOS ‘SOZINHA’. Quando digo, abre aspas, ‘SOZINHA’, fecha aspas, me refiro à ausência física do pai no processo de criação dos filhos, uma vez que, salvo exceções, muitas de nós, ‘mães solo’ podemos sempre contar com o apoio de alguém querido, sejam parentes, amigos ou ambos.


São diversos os fatores que podem levar uma mulher a criar os filhos ‘sozinha’: Sendo que os motivos mais frequentes são a separação do casal, a morte do pai ou a recusa do pai em assumir o filho.


Não é uma tarefa fácil criar filhos, mesmo com a presença do pai e, embora não seja impossível, ser ‘mãe sozinha’ é uma responsabilidade muito grande, uma vez que, não poder contar com o apoio físico e emocional do parceiro exige uma dose extra de maturidade e coragem da mãe para assumir um duplo papel, lidar com seus próprios recursos emocionais e prover segurança afetiva suficiente para que os filhos possam lidar, da melhor maneira possível, com a frustração causada pela ausência paterna.


Além de lidar com os próprios medos, angústias, ansiedades e inseguranças, (inerente a todo e qualquer ser humano normal) as ‘mães sozinhas’, têm ainda que desenvolver mecanismos de autodefesa para si e para os filhos, e como representante da classe, ressalto a importância de vencermos a árdua tarefa de tentar não compensar a falta do pai através da superproteção, o que pode vir a gerar efeitos bastante indesejáveis na personalidade das crianças.


“uma criança superprotegida tende a não ter autonomia, ser muito dependente, possuir medo de enfrentar situações diferenciadas, dificuldade de relacionar-se com outras pessoas, ter falta de iniciativa, se isolar em mundos alternativos - como o virtual (computadores ou vídeo games), ser muito insegura e ser impaciente”. E não queremos isso para nossos filhos, certo?


Às ‘mães sozinhas’ é facultado o ‘poder’ das decisões e autonomia única (que às vezes-quase sempre, dá medo-muito medo). A “mãe sozinha” não tem que conversar ou discutir com ninguém sobre o que considera melhor para o seu filho: Somos nós quem decidimos sobre religião, escola, esporte, transporte, cabelo, brincadeiras, alimentação e tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO referente à vida dos nossos filhos.


Expectadores externos, quase sempre nos enxergam como guerreiras, destemidas e poderosas. Quando na verdade não temos escolha, se um dos ‘responsáveis’ decidiu ‘pular fora’ ou por algum outro motivo não pode estar presente, não temos outra saída a não ser sermos RESPONSÁVEL.

Salvo em caso das exceções já citadas, “Por trás de uma grande mãe que dá conta de tudo, há sempre um pai que não está fazendo sua parte”. Portanto como mãe sozinha e em nome de todas as mães que, como eu, enfrentam essa realidade, sugiro aos ‘expectadores’ que não ‘romantizem’ essa situação, porque ela pesa como tudo o que é imposto e muitas de nós só suportamos devido ao enorme amor que sentimos por nossos filhos, outras sucumbem sob o peso das inúmeras responsabilidades sendo muitas vezes julgadas e condenadas por quem não faz ideia das angústias, dúvidas, medos e inseguranças vivenciadas por uma mãe que cria seus filhos sozinha.


Então, reformulando a frase acima de forma mais “justa”, ou adequada à realidade , temos: Às ‘mães sozinhas’ é imputado o ‘dever’ das decisões e autonomia única (o que quase sempre, dá medo, muito medo). A “mãe sozinha” não tem com quem conversar ou discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: Somos nós, POR PURA FALTA DE OPÇÃO, quem decidimos sobre religião, escola, esporte, transporte, cabelo, alimentação e ABSOLUTAMENTE TUDO referente à vida dos nossos filhos. É sobre nós que é facultado o bônus e o ônus de assumir sozinha toda responsabilidade.


Sozinhas ou acompanhadas somos mães, somos mulheres em luta constante, contra a sociedade, contra os preconceitos, contra nós mesmas, querendo educar filhos melhores para esse mundo e não podemos ignorar a necessidade de nos educarmos em primeiro lugar. Não podemos vestir a capa de heroína ou achar que somos imortais. Nossa alma às vezes (muitas vezes) sangra, precisamos manter nossa sanidade (eu às vezes custo a lembrar onde deixei a minha e morro de medo não encontrá-la nunca mais).


Na difícil, porém sublime, tarefa de criar os filhos devemos transferir nossos conhecimentos e experiências sem prescindir da humildade de aprender o que eles têm pra nos ensinar. Se quando nasce um filho, nasce também uma mãe, são eles, nossos pequenos professores os responsáveis por fazer de nós quem somos, desde que o permitamos. Que possamos aproveitar essa oportunidade.


Nessa jornada ‘solitária’ muitas de nós 'abre mão' de possíveis amores, de carreiras, de escolarização e formação acadêmica, de viagens, de vida social em nome do melhor para as crianças, e como ficamos no final de tudo isso? Suspiramos acreditando que foi a melhor escolha ou a única possível, por isso somos intituladas guerreiras, batalhadoras, grandes exemplos. Reconhecimento esse que nem sempre acontece de fato.


Quando uma ‘Mãe sozinha’ é vista sozinha tem sempre que responder para os expectadores onde estão os filhos, porque saiu sem eles, com quem eles ficaram e se não está preocupada em deixa-los ‘sozinhos’. O que os expectadores não se lembram nestes momentos é de que se somos responsáveis o suficiente pra dar conta de cria-los ’sozinhas’, com certeza também o somos pra deixa-los aos cuidados de alguém de confiança nos poucos (ou muitos) momentos em que pensamos em nós mesmas.


Como ‘mãe solo’, ressalto que o foco é não se anular, não desistir de si mesma, não abrir mão de seus sonhos ainda que seja preciso posterga-los. Não precisamos nem podemos ser fortes o tempo inteiro, esse rótulo de guerreira e batalhadora não deve ficar como uma segunda pele impregnado em nós . Até porque isso legitima a falsa ideia da nossa capacidade de suportar todo tipo de dor sem reclamar e pior sem se esforçar pra mudar a parte dolorida dessa realidade.


Então meu conselho de mãe para as mães que precisam vencer os desafios de criar os filhos ‘sozinhas’ é:

  • Valorize-se como mulher e como amiga ( de você mesma, dos outros, dos filhos), além de mãe.

  • Não se esqueça de que, apesar de ter gerado outro ser dentro de você (No meu caso, abençoadamente, dois ao mesmo tempo), ambos são pessoas diferentes, com vontades, desejos e anseios também diferentes. Respeite-os para ser respeitada.

  • Não transfira suas frustrações e reações negativas para a criança. A maternidade é um momento ímpar e especial. Curta-o, independentemente de qualquer coisa! Descarregue suas frustrações em outras coisas. Não se esqueça que a criança vai crescer-a fase crítica vai passar- mas você será MÃE por toda a vida.

  • Crie vínculos cada vez mais próximos com seu filho para transmitir proteção, amor, carinho e dedicação. Afinal, nem eles, nem você estão sozinhos. No mínimo, temos um ao outro.

Minha homenagem às mães sozinhas (ainda não existia o termo 'mãe solo' naquela época), cujas lutas eu acompanho desde à infância. Espero poder transmitir às minhas filhas toda a segurança, amor e integridade que transmitiram a seus filhos porque são as melhores pessoas que eu conheço. Eliana (Jordana), Marisa (Vinicius), Márcia (Caio), sempre admirei a garra de vocês, mas hoje que sinto o que sentiram e vivo o que viveram posso dizer com propriedade que vocês são GRANDES mulheres, não apenas por serem "mães solo' mas sobretudo porque cumpriram sua tarefa e criaram ‘sozinhas’ pessoas que fazem diferença no mundo. Eu me orgulho por conviver e aprender com mulheres como vocês.

#Filhos #mães #mãesolo

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