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FEMINISMO

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VAMOS FALAR SOBRE FEMINISMOS?

Vamos falar sobre feminismo? Este foi o tema da roda de conversa promovida pela assessoria de comunicação da empresa onde trabalho. Durante quase 3 horas de conversa, mulheres (e alguns poucos homens que também merecem ser citados), de várias idades e etnias, cada qual com seu histórico de vida e vivência particular debateram sobre várias questões relevantes para o universo da Mulher como ser humano e como cidadã do mundo.

Mediadas pelas militantes de movimentos feministas, Diva Moreira - Militante do Movimento Negro na luta pela igualdade de direitos, Educadora Social, Ativista de Direitos Humanos, entre outros e Marlise Matos - Professora do Departamento de Ciências Políticas da UFMG, Coordenadora do Núcleo de Estudos Sobre a Mulher (Nepem) e do Centro de Interesse Feminista e de Gênero (CIFG), entre outros, discutimos, neste curto espaço de tempo, nossas opiniões sobre o tema, compartilhamos nossos conhecimentos e desconhecimentos sobre o assunto, e discutimos sobre dados importantes com relação ao feminicídio e as desigualdades sociais, raciais e de gênero, sobre o histórico das lutas empreendidas pelas mulheres no Brasil e no mundo e sobre o quanto a questão estrutural do racismo está intrinsecamente articulada com os movimentos feministas de hoje.

Entre os diversos aspectos apontados por Diva e Marlise neste debate eis os que, para mim particularmente, mais se destacaram:

 

FEMINISMO X FEMINISMOS

É importante discutir sobre as ideias que cada uma de nós mulheres e porque não também os homens têm da palavra FEMINISTA e quais os conceitos temos do FEMINISMO.

Tendo em vista a diversidade de movimentos e as várias perspectivas de lutas e pautas que têm sido abordadas, cada qual com seu reconhecimento, suas peculiaridades e sua relevância diante da diversidade de papeis hoje assumidos dentro da sociedade pelas mulheres, o ideal é que falemos em FEMINISMOS e não em feminismo como é feito comumente.

É fundamental que as mulheres em geral reconheçam a legitimidade e a necessidade das lutas individuais de cada movimento, assim como das lutas coletivas, através da união desses movimentos e principalmente através da união entre as mulheres (Sororidade).

Se ainda há tanto pelo o que as mulheres brancas necessitam lutar, as mulheres negras e as mulheres indígenas têm, além disso, de conquistar a igualdade quando em comparação com os indivíduos do seu próprio gênero e é desse contexto que nasce O Feminismo das Mulheres Negras, com suas necessidades distintas e peculiares, comprovando que não se pode englobar as mulheres a partir de uma única característica comum, o gênero, já que as mulheres brancas, as mulheres negras e as mulheres indígenas enfrentam problemas distintos.

Enquanto mulheres brancas lutam, entre outras pautas, para que seus salários sejam equiparados aos salários dos homens, as mulheres negras têm ainda, além destas mesmas pautas, que lutar para conseguir um emprego formal, uma boa colocação no mercado de trabalho e para ingressar no ensino superior.

Existem também outros movimentos, como a luta por moradia e habitação, predominantemente representada por mulheres na sua grande maioria negras e provedoras únicas do lar.

 

BAIXA REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA DA MULHER

É importante discutir os feminismos e a relevância dos movimentos feministas para ampliar a visão das pessoas acerca destes movimentos, sem volta, que vêm crescendo no Brasil e no mundo;

É imprescindível que cada vez mais mulheres tenham consciência de si mesmas, de seus direitos, seus deveres e do seu papel dentro da sociedade, para que entendam a importância da atuação das mulheres como um ser humano intelectualmente capaz de conquistas diversas e de ocupação em papéis ilimitados dentro da sociedade, inclusive no âmbito da política onde atualmente, de acordo com informações retiradas do site: https://politica.estadao.com.br “A presença das mulheres no legislativo brasileiro é baixa. Cerca de 10% das nossas deputadas e pouco mais de 14% das nossas senadoras são mulheres. Entre o legislativo de 193 países monitorados pela União Parlamentar, a Câmara dos Deputados do Brasil ocupa a última colocação da América Latina, a posição 153 com relação à quantidade de mulheres que compõe esta casa legislativa. Portanto, é fato que somos poucas ocupando assento nos espaços representativos...”.

Assim sendo, como nós, mulheres, mais da metade da população, poderemos propor e votar leis que incidem sobre nós, com tão baixa representação no legislativo?

 

IMPORTÂNCIA DA UNIÃO E INSTRUÇÃO DAS MULHERES

Para desenvolver um novo modelo de sociedade onde mulheres e homens existam como espécie, compartilhando igualdade de condições em todas as esferas da vida pública e privada e possibilitando a convivência em harmonia é preciso abrir espaço para discussões sobre o papel da mulher na sociedade e no mundo.

Somos vítimas dos nossos próprios preconceitos e reconhecer isso nos dá chance de melhorar muito as relações femininas e entender seus desafios por meio da compreensão mútua. É assim que a sororidade funciona, atuando na desconstrução de conceitos limitantes como o de que as mulheres são rivais, de que somos uma ‘classe desunida’, oprimida e opressora ao mesmo tempo.

 

A sociedade ‘constrói’ muitas pessoas que simplesmente aceitam sua condição existencial sem questionar, assim sendo, os maiores desafios a serem vencidos pela MULHER são sua falta de senso crítico diante do que a sociedade expõe e impõe como correto ou como melhor e sua imobilidade diante do seu direito, dever e poder de transformar essa realidade. É preciso trabalhar no nosso auto aprimoramento e na desconstrução de ideias como a de que todas as mulheres que apoiam os movimentos feministas são feias, peludas mal amadas e odeiam os homens.

 

Ainda existem muitos equívocos, crenças, conceitos e pré-conceitos em torno desse tema, o que faz com que seja ainda mais importante e necessário não apenas a união, como a reunião constante das mulheres para debaterem sobre o assunto e entenderem sobre seu real papel no atual contexto social, na busca por uma sociedade mais imparcial, solidária e com igualdade de gênero.

 

IMPORTÂNCIA DO ENVOLVIMENTO MASCULINO NA LUTA

A busca por uma sociedade mais justa e uma vida mais digna deve ser travada conjuntamente por ambos os gêneros, porém para reverter um quadro cultural de machismo escravocrata presente num mundo capitalista, dominador e centrado na figura do homem, seria uma utopia desejar que os homens, mesmo os autodeclarados feministas contribuíssem de forma ativa e ‘aliada’ para uma causa que luta contra o patriarcado, a dominação masculina e a hierarquia de gênero. Não quando nós, mulheres, ainda lutamos para desconstruir, dentro de nós mesmas, os atavismos vinculados por séculos de criação machista.

Uma mulher branca, por mais compassiva que seja em relação às reivindicações da mulher negra, nunca será protagonista das histórias por ela vivenciadas e, portanto apesar de solidária a causa desta, não é ainda capaz de abraça-la a ponto de não ser necessária uma corrente feminista conduzida especificamente por mulheres negras.

Da mesma forma, não se espera dos homens adesão incondicional e irrestrita à causa feminista, eles também nunca viverão nossos papeis nas histórias de luta contra assédio, estupro, violência doméstica, desigualdades sociais, entre outros e, portanto só poderão contribuir com sua compassividade e empatia em relação as nossas lutas e baseadas nisso, muitas de nós compartilhamos a crença na importância do envolvimento masculino nestas lutas e no apoio daqueles que, crendo na igualdade de gêneros, possam contribuir se instruindo sobre o assunto, melhorando seus conceitos, compartilhando suas vivências, revendo suas ações, atuando na criação dos filhos de forma mais igualitária e menos separatista e cooperando para a transformação e evolução da nossa sociedade.

E para encerrar Diva e Marlise concluíram o debate convocando todas nós Mulheres para a luta, cada qual desempenhando o papel que nos compete no auxilio, conselho, assistência ou o que quer que esteja ao nosso alcance fazer em prol umas das outras, entendendo e respeitando todas como seres, assim como nós, em luta com tudo o que nos foi, desde a infância, incutido e trabalhando na construção de laços que nos aproxime.


A conclusão é que o feminismo, na realidade FEMINISMOS, vem crescendo e se reafirmando dentro de mim através das ideias, informações e experiências compartilhadas com as mulheres com as quais convivo no meu dia-a-dia, com as que passam de alguma maneira, por minha vida deixando, de forma consciente ou não, suas histórias e seus exemplos dignos de serem compartilhados e com as que tenho a honra de conhecer as vezes numa roda de conversa promovida em meu trabalho.

Mulheres do Mundo Uni-vos!

                                                                                                                                        Fabiana Gino.

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