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A Deusa ÁRTEMIS

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Como discutimos nos textos anteriores, a Grande Deusa da época matriarcal foi substituída pelas divindades masculinas, dando inicio a uma fase na qual a inteligência racional masculina suplantou a visceral sabedoria do feminino, que por séculos manteve-se esquecida, com a intuição cedendo lugar à lógica.

“Razão sem intuição é o mesmo que um pássaro sem asas.” Podemos perceber as graves consequências deste desequilíbrio tanto para as mulheres quanto para os homens, mas principalmente para o mundo.

Por isso a importância de partirmos em busca do autoconhecimento, para que não permaneçamos dominadas pelo arquétipo de uma única deusa, nem sejamos obrigadas a vivenciar todas (“Quando diversas deusas disputam o domínio sobre a psique de uma mulher, esta precisa decidir qual aspecto de si própria irá expressar, e quando expressá-lo”), mas que possamos descobrir nosso próprio mito e construir nossa própria história.

Enquanto deusa da caça e da lua, a deusa Ártemis era uma personificação do espírito feminino independente. O arquétipo que ela representa possibilita a uma mulher procurar seus próprios objetivos num terreno de sua própria escolha.

                                                     DEUSA ÁRTEMIS

Ártemis, a deusa Grega conhecida como Diana pelos Romanos, divindade responsável pelas atividades da caça, foi concebida por Zeus e Leto. Irmã gêmea de Apolo – símbolo da luz solar, enquanto ela representava a esfera lunar.

De acordo com o Mito, Ártemis e Apolo nasceram na ilha de Delos onde sua mãe, Leto, se refugiou para se esconder da esposa de Zeus, Hera.

Enquanto a Deusa Atena, cujo mito nos apresenta seu nascimento da cabeça de Zeus, era considerada a “filha do pai”, o arquétipo Artemisiano, cujo relato mítico nos surpreende pelo fato de recém-nascida auxiliar sua mãe a dar a luz ao seu irmão gêmeo, demonstra uma forte identificação com a figura da mãe.

O arquétipo de Ártemis manifesta uma natureza livre e silvestre, revelando grande incômodo diante dos valores e exigências sociais do muno urbano.Ao contrário de Atena a deusa Ártemis não nasce protegida por uma armadura e é representada com vestido curto e sandálias demonstrando maior vulnerabilidade que sua irmã.

 

A Mulher-Ártemis manifesta grande vigor físico e necessita estar sempre em movimento, adora praticar esportes, fazer caminhadas cuidar de plantas e de animais e tem necessidade vital de exercitar seu corpo. Elas não se sentem completamente felizes vivendo nos grandes centros urbanos e aproveitam toda oportunidade para escaparem para lugares onde exista natureza.

 

Ártemis representa um sentido de integridade, uma atitude de "sei cuidar de mim mesma" que permite à mulher agir por conta própria, com autoconfiança e espírito independente. com isso ela pode sair ao encalço de interesses e trabalhos que são significativos para ela, sem precisar da aprovação masculina. Sua identidade e senso de valor se baseiam sobre o que ela é e faz, e não tanto no fato de ser casada.

 

Na sociedade atual, principalmente nas grandes cidades as ‘Mulheres-Ártemis' podem ser encontradas caminhando, correndo ou pedalando em espaços especialmente construídos para esse fim, o que pode, assim como as centenas de academias existentes atualmente, ser considerado como estratégia encontrada pelas Mulheres-Ártemis, aprisionadas, para atender parcialmente suas necessidades.

 

A Mulher-Ártemis comumente demonstra verdadeiro repúdio pelo modelo patriarcal e constantemente tenta provar sua supremacia diante dele.

 

Enquanto a Mulher-Atena se identifica com a “lei do pai” e apresenta dificuldades em lidar com a dimensão corporal e sensória na relação maternal a Mulher-Ártemis, em contrapartida, forma um forte vínculo inicial com a “lei da mãe”, o que pode ser compreendido através do relato mítico que mostra a profunda identificação desta deusa com sua mãe perseguida, exilada, sofrida e humilhada.

 

Ártemis vive visceralmente essa dor e aliada ao repúdio à omissão de Zeus, cujo poder poderia ter sido capaz de evitar o sofrimento da mãe, rebela-se contra a “lei do Pai”. O que acaba por conduzir as Mulheres-Ártemis a rebeldia e hostilidade contra as regras do patriarcado.

 

Trazendo em si o amargo sabor da ‘dor feminina’, esse arquétipo induz reações impulsivas diante de qualquer situação que coloque as mulheres em desvantagem no sistema patriarcal de poder.

Para a Jovem-Ártemis a válvula de escape para lidar com seus sentimentos de exclusão, oriundos da sua inata dificuldade em se comportar como uma ‘mocinha’, se manifestará frequentemente nos esportes. Neste campo, sua força e agilidade físicas a ajudam a sobressair em competições esportivas e assim como a deusa manejava seu arco com destreza e atirava suas flechas de modo preciso, a Mulher-Ártemis apresenta grande obstinação em direção às suas metas.

Ao contrário de sua irmã Atena, Ártemis não é simpática e é muito comum que use de hostilidade e distanciamento como defesa. Enquanto a Mulher-Atena prima pela simpatia, a Mulher-Ártemis é definida pela empatia e pela grande capacidade de colocar seus ideais a serviço do próximo.

Para um homem relacionar-se com uma Mulher-Ártemis pode ser muito desafiador dado a desconfiança que ela tem com relação ao sexo oposto e sua imensa necessidade de sentir-se livre, que tendem a dificultar sua capacidade de entrega e de estabelecer intimidade real em seus relacionamentos amorosos.

Semelhante a Atena a mulher influenciada por Ártemis não tolera sentir-se em posição inferior a um homem e sua facilidade para resolver tudo, muito bem, sozinha, desafia o clichê de que existam atividades impróprias para o sexo feminino. Para ser aceito por uma mulher regida por este arquétipo, o homem precisará provar ter valores semelhantes aos dela: independência, idealismo, coragem e determinação. Ártemis é o arquétipo da caçadora, sendo assim o elemento da busca é muito importante e a mulher Ártemis não hesitará em caçar o homem que atrair seu interesse.

Quando uma mulher expressa intensa e unilateralmente o impulso artemisiano, o imenso pavor de ser dominada por um homem pode levá-la a passar, ela mesma, a expressar a tirania do seu lado masculino sobre sua parte feminina

Quando a mulher tem Artemis e Atena como padrões de deusa, os atributos femininos, tais como dependência, receptividade e disciplina, podem não ser facetas de sua personalidade. Essas são qualidades que ela necessita desenvolver para que seja uma pessoa que possa estabelecer relacionamentos duradouros, tornar-se vulnerável, dar e receber amor e conforto, e estabelecer o desenvolvimento dos outros.

Quando bem integrado, o arquétipo de Ártemis pode salvar a mãe terra e ajudá-la a ‘trazer à luz’ seus filhos.

Fabiana Gino!

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