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FILOSOFIA

"Faço votos que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas..."

                                                   Khalil Gibran

Texto apresentado na cerimônia de formatura na escola de filosofia Nova Acrópole em  03/08/2018.

A JORNADA DO HERÓI

Era uma vez, e não era uma vez...

Uma heroína... Mas ela não sabia que o era...

Que vivia em busca / não sabia do que...

Com saudades / não sabia de onde...

 

Alienada de si mesma ela passou por muitas etapas, vários estágios, onde muitas vezes se sentiu deslocada, diferente, inadequada... Inconsciente... De muitas maneiras ela se sentia sendo desenhada, aquecida, amassada, esculpida, moldada por um ‘Arquiteto’ que começava e recomeçava, como se ela fosse uma obra a ser aprimorada.

 

A vontade de desistir às vezes doía mais do que a própria dor, mas no fundo, ela sentia que desistir não era uma opção... Não para ela...

Então ela seguia / solitária em sua busca / mas seu ideal de felicidade só podia ser encontrado na coletividade.

 

Ela sabia que a relação com o outro era imprescindível para sua realização como pessoa / sabia que, embora não nos encontremos no mesmo patamar, com a mesma consciência ou a mesma sintonia, nós somos ‘PARTE do TODO’ e do útero ao túmulo (e além dele) temos ligações uns com os outros.

 

Assim, ela continuava seguindo sua jornada, sempre atenta ao que o outro lhe oferecia, fosse aprendizado, disciplina, autoconhecimento, solidariedade / apoio, desafios, desenvolvimento, oportunidades...

 

Mas a caminhada não se completava, não “A” completava e ela compreendeu que quando se é um estranho de si mesmo, nem o mundo inteiro é capaz de preenchê-lo / e começou a atentar para si / e para o que ela mesma tinha para ofertar / enquanto ‘outro’ na vida dos outros / e entre ações e reações, expectativas e frustrações ela foi se moldando, foi se formando, se transformando, aprendendo e ensinando...

 

Enquanto ela caminhava percebia que quanto mais ia para cima e mais ia para dentro, mais ela atraia situações e indivíduos que auxiliavam em sua jornada...

 

Ela ainda não sabia para onde ia...

...Nem de onde vinha...

Nem certeza de quem era ela tinha...

Mas ela sabia o que queria...

Queria SABER o que não sabia...

 

E de tanto caminhar, de tanto querer saber, sua alma sedenta uniu-se ao seu coração sábio e a guiou a um lugar onde ela identificou seres muito parecidos consigo mesma.

Não ouviu deles coisas que lhe fossem (muito) estranhas, mas ouviu de uma forma nova, ouviu de um modo que acionou seu entendimento, porque ressoou à sua alma, como se esta não apenas entendesse aquela língua, estranha ao resto do mundo, mas também reconhecesse aquelas vozes. Como no conto do patinho, ela sentiu que encontrou seu bando / de Cisnes?...Não!

 

De outros patinhos, tão feinhos quanto ela / uns mais bonitinhos / alguns ela nem soube dizer se eram mesmo patos / uns talvez tivessem sido e outros quem sabem viessem a ser / mas o que ela percebeu foi que eles não se reconheciam pela aparência, eles se identificavam pela energia.

Mais que simplesmente patinhos / eles eram patinhos feios / que se sabiam, em essência, seres lindos / mais do que isso, eles sabiam que para assumir sua verdadeira forma, era preciso passar por uma longa jornada...

 

Ela aprendeu com eles que para assumir-se como um Cisne seria preciso abrir mão do apego ao que necessitava morrer para que sua essência pudesse se elevar, aprendeu que para apropriar-se da sua REAL personalidade era necessário acessar o passado com o intuito de construir através dele e não mais para alimentar velhos sentimentos limitantes e autodestrutivos.

 

Já nos primeiros contatos, os habitantes daquela/ Nova Acrópole / a ensinaram que era possível crescer com as adversidades, se fortalecer com as dificuldades, adquirir sabedoria dos problemas  e extrair SENSIBILIDADE da dor (Essa ela aprendeu da forma mais prática possível)...

E apesar de saber que ainda há muito a ser feito na obra de resgate da sua força interior, a Heroína, que hoje é grata por saber que o é, entendeu que ao suplicar pela paz foi guiada aos encontros, desencontros e reencontros de uma caminhada, que a conduz a uma jornada, cuja trajetória é infinita, ascendente e em forma de espiral. A Jornada do Herói!

E assim começa a História...

                                     

                                                                 Faby Gino!

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